Título: Diário de uma paixão
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo conceito
Páginas: 244
Sinopse: "Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com
pensamentos comuns, e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a
mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com
toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou."
Noah Calhoun
Assim tem início uma das mais emocionantes e intensas histórias de amor
que você lerá na vida...
O livro é o retrato de uma relação rara e bela, que resistiu ao teste do
tempo e das circunstâncias. Com um encanto que raramente é encontrado
na literatura atual.
Vamos à resenha: "O crepúsculo, percebi então, é apenas uma ilusão, porque o sol está ou acima ou abaixo do horizonte. E isto quer dizer que o dia e a noite estão ligados de uma tal maneira como poucas coisas estão, um não pode existir sem o outro, porém ambos não podem existir ao mesmo tempo. Qual seria a sensação, eu me lembro de ter especulado, de estar sempre juntos, porém eternamente separados?"
Dos livros que já li, do Nicholas Sparks, esse sem dúvidas é meu
favorito. Não li todas as suas obras, mas acho que dificilmente alguma
vai superar essa história.
Allie passa suas férias com a família em Nova Berna, uma pequena cidade
no sul, onde conhece Noah, e logo se apaixonam perdidamente. Mas o que
era para ser apenas uma paixão juvenil de verão, na verdade se torna um
amor indestrutível, capaz de suportar o tempo, distância e
circunstâncias da vida.
Allie e Noah eram diferentes. Ela vinha de família rica e queria ser
artista, enquanto ele era um apaixonado por poesia que levava sua vida
de maneira simples. Os dois não se importavam com as diferenças, mas
obviamente para a família de Allie não era bem assim. Noah não era o
tipo de cara que seria "bom o suficiente" para Allie, na visão dos seus
pais.
Logo que o verão acaba, ela é obrigada a ir embora e seguir sua vida,
levando a promessa que tinham feito de nunca se separar, o que se torna
impossível, principalmente porque a mãe de Allie escondeu todas as
cartas que Noah escreveu ao longo dos anos.
14 anos se passaram, mas nenhum dos dois nunca se esqueceu daquele
verão. Às vésperas de seu casamento, com o cara considerado o ideal,
Allie retorna à Nova Berna para encontrar Noah, sem saber exatamente o
porquê. Após o reencontro, os dois logo se dão conta de que na verdade
nunca deixaram de se amar e não seriam capazes de viver um sem o outro,
não dessa vez.
Toda história é contada por Noah, já em sua velhice, por um diário
escrito pelo próprio. Ele contava a história todos os dias se necessário
para Allie, que com a idade, passou a sofrer pelo mal de alzheimer.
Contava sua própria história na esperança de que os sentimentos e
emoções trouxessem de volta as lembranças que a doença roubou. Em
algumas ocasiões dava certo, em outras não. Mas quando acontecia o que
ele e os médicos chamavam de "pequenos milagres", Noah podia em seus
últimos dias de vida, voltar a ser o homem mais feliz do mundo.
É uma história emocionante, que em certas partes me arrancou bastante
lágrimas. Uma das melhores histórias de amor que já li. Terminei em 2
dias pois é uma leitura que te prende e deixa ansiosa para saber o fim.
Muito bem escrita por Nicholas, narrada de forma encantadora e com um
final "feliz", até que outro dia volte a nascer...
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sábado, 15 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Resenha do livro: Um homem de sorte
Título: Um homem de sorte
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo conceito
Páginas: 349
Sinopse: "Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografa dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.” “Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fm de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (...) Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar."
Vamos à resenha: Essa poderia ser mais uma história de amor clichê. Uma mãe solteira, um ex possessivo e controlador que se acha o dono do mundo, um cara simples e encantador. A diferença é que, nessa história vemos como o destino pode agir de uma forma improvável sem que a gente se dê conta.
É uma história real, em todos os sentidos. Coisas que podem acontecer com qualquer um, pois tudo faz parte de um plano que foge do nosso entendimento.
(Pode haver alguns spoilers, mas nada demais, então quem ainda não leu o livro, pode continuar lendo a resenha.)
O livro é narrado na 3° pessoa e tem uma linguagem simples. Cada capítulo nós vamos vendo através do ponto de vista de um dos personagens principais, que são 3. Elizabeth (ou Beth), Logan Thibaut e Keith Clayton.
Clayton é o típico homem que me dá nojo. Ele realmente conseguiu me irritar até o fim do livro, rs. Um policial, membro de uma família "poderosa" e que acha poder controlar tudo e todos à sua volta. Não é o típico vilão realmente mau, é só um mimado tolo, que não pensa nas consequências dos seus atos.
Beth é professora e tem um canil em sua casa, o qual ela ajuda a cuidar junto com sua avó. É ex mulher de Clayton e mãe de Ben, um menino inteligente e sensível, o qual o pai nunca soube como tratá-lo.
Thibault é um ex fuzileiro naval, que resolve atravessar o país andando com seu cão, Zeus, em busca de seu destino, que ele descobre ser Beth, graças a uma fotografia. É um cara simples, atencioso, divertido, que passa confiança apesar do mistério em seu passado, que ele vai revelando através dos capítulos.
Logo de cara, enquanto Thibaut ainda estava caminhando em busca do seu destino, ele se depara com Clayton e os 2 já entram em confronto. É só depois no desenrolar da história, que Thibaut percebe que Clayton era o motivo principal para ele ter encontrado Beth. Thibauth tem uma missão a cumprir. Mas se eu contar mais, acabo revelando spoilers demais, rs.
É um bom livro. Sinceramente, não me emocionou ou surpreendeu como outros livros do Nicholas. É uma história mais "fraca" se comparada com as outras. Chega até a bater uma preguiça de ler em certos capítulos, mas depois, até que a história vai te prendendo mais. Não fez muito meu gênero, mas é uma leitura agradável e eu até recomendo. :)
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo conceito
Páginas: 349
Sinopse: "Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografa dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.” “Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fm de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (...) Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar."
Vamos à resenha: Essa poderia ser mais uma história de amor clichê. Uma mãe solteira, um ex possessivo e controlador que se acha o dono do mundo, um cara simples e encantador. A diferença é que, nessa história vemos como o destino pode agir de uma forma improvável sem que a gente se dê conta.
É uma história real, em todos os sentidos. Coisas que podem acontecer com qualquer um, pois tudo faz parte de um plano que foge do nosso entendimento.
(Pode haver alguns spoilers, mas nada demais, então quem ainda não leu o livro, pode continuar lendo a resenha.)
O livro é narrado na 3° pessoa e tem uma linguagem simples. Cada capítulo nós vamos vendo através do ponto de vista de um dos personagens principais, que são 3. Elizabeth (ou Beth), Logan Thibaut e Keith Clayton.
Clayton é o típico homem que me dá nojo. Ele realmente conseguiu me irritar até o fim do livro, rs. Um policial, membro de uma família "poderosa" e que acha poder controlar tudo e todos à sua volta. Não é o típico vilão realmente mau, é só um mimado tolo, que não pensa nas consequências dos seus atos.
Beth é professora e tem um canil em sua casa, o qual ela ajuda a cuidar junto com sua avó. É ex mulher de Clayton e mãe de Ben, um menino inteligente e sensível, o qual o pai nunca soube como tratá-lo.
Thibault é um ex fuzileiro naval, que resolve atravessar o país andando com seu cão, Zeus, em busca de seu destino, que ele descobre ser Beth, graças a uma fotografia. É um cara simples, atencioso, divertido, que passa confiança apesar do mistério em seu passado, que ele vai revelando através dos capítulos.
Logo de cara, enquanto Thibaut ainda estava caminhando em busca do seu destino, ele se depara com Clayton e os 2 já entram em confronto. É só depois no desenrolar da história, que Thibaut percebe que Clayton era o motivo principal para ele ter encontrado Beth. Thibauth tem uma missão a cumprir. Mas se eu contar mais, acabo revelando spoilers demais, rs.
É um bom livro. Sinceramente, não me emocionou ou surpreendeu como outros livros do Nicholas. É uma história mais "fraca" se comparada com as outras. Chega até a bater uma preguiça de ler em certos capítulos, mas depois, até que a história vai te prendendo mais. Não fez muito meu gênero, mas é uma leitura agradável e eu até recomendo. :)
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Resenha do livro: Marina
Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ediora: Suma de letras
Páginas: 192
Sinopse: Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.
Vamos à resenha: " A gente só se lembra do que nunca aconteceu"
A mais pura verdade é que, muita das vezes, realmente temos lembranças tão boas e às vezes tão distantes, que parece nunca terem sido verdadeiras. Sentimentos tão profundos que preferimos guardar só para nós, ou simplesmente fingir que nunca existiram. Mas não é possível fugir para sempre. Nossas memórias sempre nos alcançam.
Nesse livro, Zafón como sempre, tem como cenário principal Barcelona. A cidade dos malditos. (Quem já leu "O jogo do anjo" vai entender o porquê de cidade dos malditos, rs)Uma cidade que em cada ruela esconde segredos e mistérios, sempre esperando que alguém venha desenterrá-los.
Em "Marina", é o jovem Óscar Drai à fazê-lo.
Para quem já está familiarizado com Zafón, sabe bem como é difícil descrever o gênero de seus livros. Como sempre, misturando o romance, a fantasia, o macabro. Tudo em uma onda de suspense que te faz virar as páginas sem desgrudar os olhos, com muita curiosidade de saber o fim, ao mesmo tempo sem querer que acabe, de tão boa que é a história.
Em "Marina" não é diferente. Mais um de seus livros que envolvem segredos não solucionados e esquecidos a muito tempo. Que mistura passado e presente. Duas histórias em um só livro. Duas histórias que sempre acabam se cruzando.
Uma história de amor, amizade verdadeira e do quanto é difícil para os seres humanos aceitar a morte, mesmo que seja o melhor a fazer.
"O território dos seres humanos é a vida. A morte não nos pertence."
Lindo, surpreendente e emocionante. Que com certeza te arrancará muitas lágrimas no fim.
Sempre tenho dificuldade em falar sobre um livro que eu gostei muito. Parece que nenhuma palavra faz jus ao livro. Sempre me sinto assim com os do Zafón.
"Marina, você levou todas as respostas consigo".
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ediora: Suma de letras
Páginas: 192
Sinopse: Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.
Vamos à resenha: " A gente só se lembra do que nunca aconteceu"
A mais pura verdade é que, muita das vezes, realmente temos lembranças tão boas e às vezes tão distantes, que parece nunca terem sido verdadeiras. Sentimentos tão profundos que preferimos guardar só para nós, ou simplesmente fingir que nunca existiram. Mas não é possível fugir para sempre. Nossas memórias sempre nos alcançam.
Nesse livro, Zafón como sempre, tem como cenário principal Barcelona. A cidade dos malditos. (Quem já leu "O jogo do anjo" vai entender o porquê de cidade dos malditos, rs)Uma cidade que em cada ruela esconde segredos e mistérios, sempre esperando que alguém venha desenterrá-los.
Em "Marina", é o jovem Óscar Drai à fazê-lo.
Para quem já está familiarizado com Zafón, sabe bem como é difícil descrever o gênero de seus livros. Como sempre, misturando o romance, a fantasia, o macabro. Tudo em uma onda de suspense que te faz virar as páginas sem desgrudar os olhos, com muita curiosidade de saber o fim, ao mesmo tempo sem querer que acabe, de tão boa que é a história.
Em "Marina" não é diferente. Mais um de seus livros que envolvem segredos não solucionados e esquecidos a muito tempo. Que mistura passado e presente. Duas histórias em um só livro. Duas histórias que sempre acabam se cruzando.
Uma história de amor, amizade verdadeira e do quanto é difícil para os seres humanos aceitar a morte, mesmo que seja o melhor a fazer.
"O território dos seres humanos é a vida. A morte não nos pertence."
Lindo, surpreendente e emocionante. Que com certeza te arrancará muitas lágrimas no fim.
Sempre tenho dificuldade em falar sobre um livro que eu gostei muito. Parece que nenhuma palavra faz jus ao livro. Sempre me sinto assim com os do Zafón.
"Marina, você levou todas as respostas consigo".
sábado, 30 de março de 2013
Resenha do livro: O jogo do anjo
Livro: O jogo do anjo
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de letras
Páginas: 410
(Contém spoilers. Recomendado somente à uem já leu.)
"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."
Algumas pessoas dizem por aí que O jogo do anjo foi decepcionante, mas na minha opinião foi maravilhoso! Sinceramente, não achei o final "sem pé e sem cabeça". Claro que deixou algumas perguntas no ar, mas creio que essa foi a intenção do Zafón, deixar que cada leitor tire suas próprias conclusões. As grandes dúvidas são sobre Andreas Corelli. Afinal, um anjo ou um demônio? Um anjo do mal? Quais suas origens? Eu cheguei a conclusão de que Corelli antes de se tornar isso, também já foi um escritor em desgraça assim como David e que agora David seria como ele.
"Você vai caminhar em meu lugar e sentir o que sinto" "Essa é minha benção e minha vingança".
Já na questão de Cristina, foi como um presente que ele deixou para David, aquela garotinha da fotografia, como se tudo já estivesse planejado a muito tempo, fosse parte do destino ser assim. Uma maldição.
Para mim, o grande desenrolar dessa história é quando David é atropelado pelo bonde e acaba por parar no depósito das águas, onde escuta de um homem estar em um purgatório. É ali que ele finalmente encontra Corelli pela primeira vez e não só por cartas. Ao meu ponto de vista, quanto mais próximo da morte David se encontrava, mais Corelli poderia se aproximar, afinal, era um anjo.
Logo após isso, David descobre o tumor no cérebro e ter poucos meses de vida. (Descobre isso ao visitar um médico, que quando ele conta sua história ao inspetor Grandes, ficamos sabendo que estava morto havia 12 anos) Quando visita o cemitério dos livros esquecidos, o livro que ele escolhe (ou que escolhe ele, pra ser mais exata) nada mais é que o livro de Diego Marlasca, outro amaldiçoado, com quem David acaba tendo seu destino cruzado.
David vende sua alma à Corelli ao aceitar sua proposta. Vende sua alma à 100 mil francos quando aceita escrever o tal livro, a tal religião. Afinal, como diz Sempere, "Os livros têm alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele."
Ao entrar no jogo do anjo, ele não poderia mais sair, assim como Diego Marlasca também nunca conseguiu. Viveu com aquela maldição por não ter cumprido o trato.
Lá pelos capítulos finais, quando David conta toda a história ao Inspetor Grandes, que investiga cada detalhe, é quando Zafón põe em jogo a sanidade do David e deixa que cada um tire suas conclusões. Tudo levava a crer, que toda aquela história havia sido inventada por David em sua própria cabeça. (já que era um escritor, não seria de se estranhar) Seu médico que já estava morto à anos, a casa de Corelli que se encontrava abandonada, a conta no banco que não existia, e por aí vai... Um detalhe importante também, é que enquanto David fazia investigações sobre Marlasca, sempre esteve sozinho. Ao se encontrar com a viúva Marlasca, Roures, o advogado Valera e a própria Cristina... o que pode nos levar a acreditar , que na verdade ele é quem cometeu todos os crimes, inclusive os cortes em seu peito que poderiam ter sido feitos por ele mesmo. Vale lembrar que durante todo o livro, ninguém além David, viu Andreas Corelli.
Agora eis a minha opinião sobre isso.
Era óbvio que David não estava em seu juízo perfeito, à essa altura nem ele sabia mais o que era ou não real. Tudo se passou sim em sua mente -o que não significa que não tenha acontecido de verdade- O fato dos outros não enxergarem, é que eles não faziam parte do jogo. O jogo era entre David e Andreas Corelli. Pode ou não ter sido David a cometer os crimes. Lembrem-se que ele sempre dizia notar uma presença dentro dos locais em que ele estava e logo após as pessoas costumavam aparecer mortas, (viúva Marlasca e Valera) porém nós nunca víamos quem era, porque podia muito bem ser sua própria presença, ser algo que carregava com ele.
Mas de qualquer forma, para mim Corelli é o vilão, o anjo de dois lados. (o bom e ruim, que abençoa e amaldiçoa) David foi apenas mais um infeliz ao entrar no jogo do anjo, no qual ao final, ele se tornaria o anjo, carregaria para sempre sua benção e maldição. Um pobre infeliz à viver na cidade dos malditos.
Ps: Não poderia deixar de dizer que amei descobrir que Isabella viria a ser mãe de Daniel (personagem de A sombra do vento)
Zafón mais uma vez me emocionou e me surpreendeu em um de seus livros. Confesso que chorei ao final, porque me apeguei tanto ao David... rs Livro recomendado apenas para quem não gosta de finais óbvios.
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de letras
Páginas: 410
(Contém spoilers. Recomendado somente à uem já leu.)
"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."
Algumas pessoas dizem por aí que O jogo do anjo foi decepcionante, mas na minha opinião foi maravilhoso! Sinceramente, não achei o final "sem pé e sem cabeça". Claro que deixou algumas perguntas no ar, mas creio que essa foi a intenção do Zafón, deixar que cada leitor tire suas próprias conclusões. As grandes dúvidas são sobre Andreas Corelli. Afinal, um anjo ou um demônio? Um anjo do mal? Quais suas origens? Eu cheguei a conclusão de que Corelli antes de se tornar isso, também já foi um escritor em desgraça assim como David e que agora David seria como ele.
"Você vai caminhar em meu lugar e sentir o que sinto" "Essa é minha benção e minha vingança".
Já na questão de Cristina, foi como um presente que ele deixou para David, aquela garotinha da fotografia, como se tudo já estivesse planejado a muito tempo, fosse parte do destino ser assim. Uma maldição.
Para mim, o grande desenrolar dessa história é quando David é atropelado pelo bonde e acaba por parar no depósito das águas, onde escuta de um homem estar em um purgatório. É ali que ele finalmente encontra Corelli pela primeira vez e não só por cartas. Ao meu ponto de vista, quanto mais próximo da morte David se encontrava, mais Corelli poderia se aproximar, afinal, era um anjo.
Logo após isso, David descobre o tumor no cérebro e ter poucos meses de vida. (Descobre isso ao visitar um médico, que quando ele conta sua história ao inspetor Grandes, ficamos sabendo que estava morto havia 12 anos) Quando visita o cemitério dos livros esquecidos, o livro que ele escolhe (ou que escolhe ele, pra ser mais exata) nada mais é que o livro de Diego Marlasca, outro amaldiçoado, com quem David acaba tendo seu destino cruzado.
David vende sua alma à Corelli ao aceitar sua proposta. Vende sua alma à 100 mil francos quando aceita escrever o tal livro, a tal religião. Afinal, como diz Sempere, "Os livros têm alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele."
Ao entrar no jogo do anjo, ele não poderia mais sair, assim como Diego Marlasca também nunca conseguiu. Viveu com aquela maldição por não ter cumprido o trato.
Lá pelos capítulos finais, quando David conta toda a história ao Inspetor Grandes, que investiga cada detalhe, é quando Zafón põe em jogo a sanidade do David e deixa que cada um tire suas conclusões. Tudo levava a crer, que toda aquela história havia sido inventada por David em sua própria cabeça. (já que era um escritor, não seria de se estranhar) Seu médico que já estava morto à anos, a casa de Corelli que se encontrava abandonada, a conta no banco que não existia, e por aí vai... Um detalhe importante também, é que enquanto David fazia investigações sobre Marlasca, sempre esteve sozinho. Ao se encontrar com a viúva Marlasca, Roures, o advogado Valera e a própria Cristina... o que pode nos levar a acreditar , que na verdade ele é quem cometeu todos os crimes, inclusive os cortes em seu peito que poderiam ter sido feitos por ele mesmo. Vale lembrar que durante todo o livro, ninguém além David, viu Andreas Corelli.
Agora eis a minha opinião sobre isso.
Era óbvio que David não estava em seu juízo perfeito, à essa altura nem ele sabia mais o que era ou não real. Tudo se passou sim em sua mente -o que não significa que não tenha acontecido de verdade- O fato dos outros não enxergarem, é que eles não faziam parte do jogo. O jogo era entre David e Andreas Corelli. Pode ou não ter sido David a cometer os crimes. Lembrem-se que ele sempre dizia notar uma presença dentro dos locais em que ele estava e logo após as pessoas costumavam aparecer mortas, (viúva Marlasca e Valera) porém nós nunca víamos quem era, porque podia muito bem ser sua própria presença, ser algo que carregava com ele.
Mas de qualquer forma, para mim Corelli é o vilão, o anjo de dois lados. (o bom e ruim, que abençoa e amaldiçoa) David foi apenas mais um infeliz ao entrar no jogo do anjo, no qual ao final, ele se tornaria o anjo, carregaria para sempre sua benção e maldição. Um pobre infeliz à viver na cidade dos malditos.
Ps: Não poderia deixar de dizer que amei descobrir que Isabella viria a ser mãe de Daniel (personagem de A sombra do vento)
Zafón mais uma vez me emocionou e me surpreendeu em um de seus livros. Confesso que chorei ao final, porque me apeguei tanto ao David... rs Livro recomendado apenas para quem não gosta de finais óbvios.
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